Os impactos do novo coronavírus na aviação já podem ser sentidos facilmente por quem, assim como eu, mora próximo do aeroporto de Congonhas. O segundo terminal mais movimentado do Brasil teve uma queda brusca no número de operações diárias e o som constante dos aviões já é coisa rara ao longo do dia.

Desde o último sábado (28), as companhias GOL, LATAM e Azul passaram a operar apenas os voos essenciais dentro do país, de acordo com programa elaborado pela ANAC, a Agência Nacional de Aviação Civil. Isso significa uma redução de até 91% no número de voos até o final de abril.

NÚMERO DE VOOS EM CONGONHAS DESPENCA

Quem está acostumado com os pousos e decolagens constantes no Aeroporto de Congonhas já pode perceber que o cenário mudou radicalmente. Os painéis que listam diversos destinos e voos com intervalos de poucos minutos entre si mudaram radicalmente, como pode ser visto nessa foto desta terça (31).

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Queda no número de voos em Congonhas (Reprodução/Facebook)
Painel de voos em Congonhas (Reprodução/Facebook)

Um levantamento feito pelo Esse Mundo É Nosso compara o movimento no terminal paulista. Segundo o site FlightRadar24, na terça-feira (03/03), estavam previstas 265 decolagens. Já nesta terça (31), a Infraero listava apenas 5 decolagens, todas da Latam.

Decolagens confirmadas nesta terça (31), segundo a Infraero
Decolagens confirmadas nesta terça (31), segundo a Infraero

Ao todo, pousos e decolagens são apenas 10 no total neste último dia de março. A maioria dos voos remanescentes acontece pela manhã, sendo apenas um da ponte-aérea Congonhas-Santos Dumont previsto pro período da noite. O painel do aeroporto não mostrava nenhum voo comercial durante a tarde.

Como deu pra ver, a pandemia causou um cenário bem diferente no segundo mais movimentado terminal de passageiros do Brasil. Pra se ter uma ideia, só em 2018 foram 223.989 movimentos de pousos e decolagens em Congonhas, com quase 22 milhões de passageiros transportados.

A crise deve ser a maior já enfrentada pelas companhias aéreas em todo o mundo segundo a IATA, Associação Internacional de Transporte Aéreo. Milhares de aeronaves estão em solo por conta de restrições de tráfego, imposição de limites de circulação ou falta de passageiros nesse período de pandemia.

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Sobre o Autor
Rafael Carvalho
Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.
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