O fim de semana em Salvador foi incrível, deu pra curtir muito a cidade e conhecer diversos lugares. Mas uma coisa é fato: cuidado com quem você pede dicas na cidade.

No sábado que passamos lá, depois de andar feito loucos, pedimos uma sugestão de lugar com música baiana para sairmos à noite ao recepcionista do hotel. Ele perguntou se conhecíamos “arrocha” e eu disse que sim, que se o lugar fosse turístico nós toparíamos. Ele garantiu e confirmou as cem vezes que eu perguntei se lá tinham estrangeiros – provavelmente eles frequentariam um lugar legal.

Pois chamamos um taxi e seguimos, às 11 da noite, para a Ribeira. Depois de muito tempo de percurso, ficando cada vez mais assustador e com o taxímetro passando dos R$40, demos de cara com um lugar horrível, tipo a boate mais fajuta do interior. O taxista, que já tinha dito que o lugar era bom, resolveu falar que lá não era ambiente pra nós. Ficamos putos e nem tivemos coragem de descer do carro e pedimos para dar meia-volta rumo ao Rio Vermelho, que já tínhamos uma noção que era mais bem frequentado.

No dia seguinte, quando fomos de volta à Ribeira tomar o famoso sorvete, vimos o “naipe” do lugar. Um barracão no meio do nada com uma placa: “Hoje aqui: Os Lookotas. Arrocha e Na Pisadinha”.

"Boate" na Ribeira
A famosa casa noturna indicada como o point da noite baiana

E não é que quando voltamos ao hotel à noite lá estava nosso recepcionista com o sorriso no rosto e a frase: “Vocês gostaram? Eu só não fui porque estava trabalhando!”

E a história se repetiu…

Duas semanas depois, foi a vez da minha irmã ir passar o fim de semana em Salvador com o marido. E o mesmo aconteceu. Eles pediram ao motorista do traslado um sugestão de praia para passar o dia e o cara os levou para a Praia do Flamengo, que acabava de ter suas barracas demolidas pela prefeitura.

Chegando lá, indicou um restaurante de uma tia, deixou os dois e disse que voltaria no fim do dia para pegá-los. Surpresa! Não havia nem um pão para eles comerem no tal bar e a proprietária disse que por ali não era fácil encontrar taxi para voltar ao centro. O jeito foi ligar para o motorista, dar uma bronca e obrigá-lo a buscar os dois mais cedo.

Mesmo assim, Salvador é incrível. Mas vale todo o cuidado com as indicações…

Sobre o Autor
Rafael Carvalho
Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.
4 respostas
  1. Não vá a Salvador !
    Perigoso , sujo e fede e pessoas sempre assediando.
    No meio do passeio no elevador Lacerda , fomos assaltados e centro histórico vc não pode estar com absolutamente nada.
    Lugares feios , sujos , pergosos e fedidos!

    Não vá a Salvador !!

  2. hahaha a gente tirou uma grande lição disso tudo: sempre desconfie do porteiro do hotel! O melhor foi no dia seguinte “vocês foram?” hahaha! “Cachorras na Piscina” hahaha

  3. Olá, querida!

    Sou carioca de nascimento, mas baiano de essência… Que pena que vocês, tiveram uma péssima experiência com Salvador. Eu não curto baladas, e não gosto muito de sair à noite em Salvador… uma das melhores boates aqui é a Madre, (lemos como Madrid)… E sobre as praias… esse negócio de barracas já está rolando a muito tempo; As únicas que não sofreram com tais ações de demolições são as mais populares, que são tão lindas quanto as badalas praias de Salvador… Eles precisavam ter conhecido a praia de Boa Viagem linda demais… Acredito que foi a falta de sorte na escolha.

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Rafael Carvalho

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