No segundo post da série Buenos Aires pelos alunos do Jornalismo Sem Fronteiras, o jornalista Clésio Oliveira conta aqui no blog como foi a aventura dessa turma ao desbravar o centro histórico da capital argentina.

+ Não leu o primeiro texto? Confira!

CENTRO HISTÓRICO DE BUENOS AIRES

A saga dos dez aspirantes a correspondentes internacional continua, agora para valer. Depois do desembarque em terras portenhas na noite de domingo (14 de julho), nada melhor para começar os trabalhos do que conhecer a cidade. A segunda-feira amanheceu com o toque de inverno tão característico de Buenos Aires. Mas de acordo com que o sol ia subindo, Nossa Senhora de Luján (padroeira da Argentina) parecia agraciar os jovens estrangeiros com uma temperatura agradável. A um certo ponto, o uso de agasalhos era mera formalidade.

Alunos do Jornalismo Sem Fronteiras em Buenos Aires

O passeio começou da melhor maneira possível para quem pretende explorar: a pé. Nada de se enfurnar em um ônibus e não sentir o clima, ouvir o espanhol de quem passa, ou perceber as peculiaridades da cidade que talvez só um olhar jornalístico captaria. A caminhada, além de tudo serviu para mandar de vez o frio embora.

Antes mesmo de primeira parada, o grupo se deparou com o quase onipresente Obelisco. Bem no meio da Avenida Nove de Julho. Ao olhar por todas as ruas ao redor, parece que ele surgia do chão no que era a nascente de todos os caminhos. Um ponto certo em todos os roteiros turísticos da Argentina.

Obelisco que parece "nascer" no meio da rua - Buenos Aires

Sem tempo para mais “turistices”, os dez estudantes partiram para um hostel onde conheceriam um guia, que os levariam para o tour. Antes de bater perna, o guia contou aos jovens um breve resumo da história do país, peculiaridades e mostrou alguns jornais – fundamentais para o posto que eles almejam.

Prédio clássico do Centro Histórico de Buenos Aires

Prédio clássico do Centro Histórico de Buenos Aires

Após a teoria veio a prática. Lá se foram eles, permeando os marcos mais tradicionais de Buenos Aires, como, por exemplo, a Rua Florida – ponto certo de compras para turistas (endinheirados); ou ainda um convento, onde foi fundada a cidade – há quase 500 anos.

Na capital portenha, todo o centro histórico está interligado: assim que se passa pela Florida e pelo convento, já se está ao lado da Catedral, da Plaza de Mayo e da Casa Rosada, em uma estrutura que chega lembrar pequenas cidades do interior que sempre vêm acompanhada do trio prefeitura, igreja e pracinha. O guia explicou aos curiosos jornalistas que o palácio oficial argentino tem esse nome pois, como não existiam tintas como as que temos hoje, eram usados sangue de vaca e cal – mistura que mais protegia contra a umidade do Rio da Prata, que fica logo à frente. A tradição pegou e hoje eles mantêm a tradição, com a ressalva de que deixaram as vaquinhas em paz.

Casa Rosada no Centro Histórico de Buenos Aires

O cerne do poder argentino é cheio de curiosidades, era possível ficar o resto do dia só ouvindo as curiosidades que o guia contava. Entre uma e outra ele perguntou: “E como podemos saber se a Cristina está lá dentro agora?” (em bom espanhol, claro), todos quebraram a cabeça até se renderem e clamarem por uma resposta. “Simples, quando a presidente está na Casa, uma bandeirinha é hasteada sob a bandeira principal”, solucionou o próprio guia para a surpresa de todos. A transparência da presidente na Casa Rosada é algo levado a sério, aos domingos, por exemplo, o escritório presidencial é aberto para visitação pública. “Melhor ela não esquecer nada pessoal lá no sábado à noite”, brincaram os estudantes.

Escritório de Evita, na Casa Rosada, Centro Histórico de Buenos Aires

Por fim, o tour ainda passou pelo museu de uma das figuras mais carismáticas de toda Argentina: Evita Perón. No museu, que foi montado onde funciona a sede da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), é possível entrar em seu antigo escritório, ou subir ao púlpito que ela discursava para seu amado “pueblo”, o fato de todos os móveis e instalações serem originais (da época de Evita) dá ainda mais veracidade ao lugar.

Auditório da CGT, Centro Histórico de Buenos Aires

As quatro horas de caminhadas foram recompensada com uma vista aprazível da praça de San Telmo, onde restaurantes e cafés (paixão nacional) espalhavam suas mesas em um coreto que fazia qualquer um se sentir na Europa do século XIX.

Praça San Telmo, Centro Histórico de Buenos Aires

Mais do que uma bela vista e uma bagagem cheia de conhecimento, agora os estudantes levariam novas curiosidades e ideias de matérias – do que chamou atenção daquele dia tão corrido. Eles terão o resto da semana para definir o que é curioso-importante para a missão de correspondentes internacionais.

Para saber mais dos desafios dos futuros correspondentes acompanhe o Diário de Bordo do Jornalismo sem Fronteiras.

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Sobre o Autor
Rafael Carvalho
Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.
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