Publicado em 10/09/2012 Atualizado em 14/12/2020

Paranapiacaba: As atrações de uma vila inglesa pertinho de São Paulo


Por Rafael Carvalho

Escondida no alto da Serra do Mar e pertinho de São Paulo, Paranapiacaba é uma agradável surpresa ainda desconhecida por muitos paulistanos. A vila que surgiu em 1860 associada à construção da estrada de ferro São Paulo Railway, que ligaria a capital ao Porto de Santos, é uma relíquia da arquitetura no estilo inglês.

A herança vem justamente dos ingleses que participaram da construção da linha férrea e se instalaram ali. Primeiro vieram os operários e depois os operadores e profissionais que faziam a manutenção da São Paulo Railway.

A Vila de Paranapiacaba cresceu – pouco – ao redor da estação de trem, onde fica a Torre do Relógio Johnnie Walker Benson, símbolo da cidade que serviu para regular os horários das locomotivas e o ponto dos trabalhadores.

Dali também partem passeios curtos, de cerca de dez minutos, na centenária Maria Fumaça de 1867 (todos os dias, das 10h às 17h). O Museu Tecnológico Ferroviário (todos os dias, das 9h às 16h) abriga locomotivas e objetos usados na ferrovia.

Uma outra atração da cidade fica por conta da natureza. De uma hora para outra, uma forte neblina encobre as casinhas de madeira e você mal consegue enxergar o outro lado da rua. Clima mais inglês, impossível.

A Rua Direita abriga os barzinhos, restaurantes e lojinhas, lotados no feriado em que visitamos a cidade, que pertence ao município de Santo André. As opções são poucas, mas os preços são bons, assim como o self-service à vontade. O famoso Bar da Zilda tem as mesas na calçada mais disputadas, mas não deixe de conferir as outras opções rua acima, onde os valores são menos inflacionados.

 

 

 

 

 

No encontro da Av. R Alves e a rua Campos Sales, uma simpática pracinha guarda o Antigo Mercado, construído em 1899, que passou há pouco por uma grande reforma e hoje é um centro multicultural. O prédio estava completamente vazio, mas a arquitetura é linda.

Pertinho dali, no alto de um morro, fica o Museu Castelinho (terça a domingo, das 9h às 16h). A antiga casa do engenheiro-chefe da São Paulo Railway apresenta uma exposição permanente com acervo de peças da ferrovia. Não deixe de fazer a trilha “escondida”, que sai do casarão e leva o visitante pelo meio do mato até os antigos galpões dos trens, no pé da montanha.

Ao contrário da região da Rua Direita, que foi habitada de acordo com a necessidade dos moradores que chegavam à Vila de Paranapiacaba, a Vila Martin Smith passou por um processo urbanístico inovador naquela época. As ruas são largas e as casas seguem um certo padrão, recuadas e com gramados para a rua.

Paranapiacaba também é famosa pelas opções de camping e por suas várias trilhas pela Mata Atlântica, como as do Parque Natural. Procure um guia local ou grupos que fazem os trajetos para evitar problemas com a sua segurança.

Como as atrações ficam próximas umas das outras, a dica é curtir o clima interiorano e charmoso da cidade. Sente-se em um dos barzinhos sob um guarda-sol e prove a tradicional aguardente de cambuci ou algum dos diversos doces feitos da fruta.

Antes de voltar para casa, não deixe de conferir a Igreja Bom Jesus de Paranapiacaba. Sozinha, no alto de uma montanha do outro lado da linha férrea, a construção é linda por dentro e é um marco da chamada Parte Alta da cidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

Festival de Inverno de Paranapiacaba

Durante o mês de julho, a cidade sedia o Festival de Inverno de Paranapiacaba. Nos finais de semana, artistas conhecidos se apresentam, além de personalidades locais.

Como chegar

De São Paulo, o acesso a Paranapiacaba pode ser facilmente feito de carro pela SP 122 ou por transporte público, que é uma ótima opção. Basta pegar o trem da CPTM na Estação da Luz, que é integrada ao metrô, sentido Rio Grande da Serra. Na estação final, próximo à farmácia, pegue a linha de ônibus 424 – Paranapiacaba. A viagem de trem e de ônibus dura entre 1h30 e 2h.

Expresso Turístico

O passeio pode ficar ainda mais divertido com o Expresso Turístico, que deixa a Estação da Luz semanalmente aos domingos, exceto no segundo domingo de cada mês, às 8h30. O trajeto de 48Km é feito em 1h30. O retorno acontece no final da tarde. Se a compra for feita para mais de um viajante, os bilhetes têm descontos.

+ Saiba mais e consulte preços do Expresso Turístico

 * Agradecemos a colaboração de Juliana Bacci

 

Rafael Carvalho

Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.

Ver Comentários

  • REALMENTE O LUGAR É ENCANTADOR, SABER QUE O NOSSO QUERIDO BARAO DE MAUA E A CIA. INGLESA NOS PROPORCIONARA, TANTAS AVENTURAS E TECNOLOGIAS PARA O TEMPO DE 1854 FOI UMA SAGA, ACABOU SE OS TRENS O CICLO DO CAFÉ, MAS FICOU Q HISTORIA, O LUGAR É BONITO, COM RESTAURANTES, HISTORIA, MUSEUS, PENA QUE NAS TRILHAS AINDA TEM MUITO PROVEITADOR QUE SE DENOMINAM GUIAS E COBRAM UM VALOR ABSURDO, FILHOS DA PUTA, DESCULPEM MINHA REVOLTA MAS É A VERDADE, OS CARAS TAO PASSANDO FOME, QUA NDO CHEGA UM TURISTA PRA FAZER A TRILHA ELES QUEREM ENFIAR A FACA E RODAR, É MUITO TRISTE, PODERIA SER ALGO FEITO COM PREÇOS ´MÓDICOS E DE ACORDO COM PREFEITURA

  • Realmente local que se trata de todos devemos expor isso nas redes sociais e as autoridades que quando querer agem ou colocar uma empresa so para cuidar ai acaba com alguns exploradores.

  • Ainda bem que vi os comentários, estava pensando em ir com minha família fazer esse passeio turístico,mais com essa exploração vou visitar outra cidade.

  • Uma verdadeira vergonha, não recomendo.
    Existe uma verdadeira máfia de exploração dos turistas, o argumento é que por ser uma área de preservação as visitas precisam ser monitoradas, até ai tudo bem porque infelizmente existem pessoas que não tem consciência e jogam lixo e tudo mais, agora pra fazer uma trilha super curta te cobrarem r$35,00 por pessoa, um absurdo, se você pretende ir ao local, leve bastante dinheiro você vai precisar se quiser fazer alguma coisa. Achei o lugar mau cuidado e a politica de funcionamento da cidade é pra revoltar qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso.

  • O passeio é ótimo! Pena que a Dona Cida que cobra as entradas do museu tecnológico ferroviário, escolhe quem pode ou não entrar com máquina fotográfica, mediante um "acerto" mesmo sem prévia autorização. Triste esse tipo de gente.

  • Fora a ladroagem dos guias. Foi tudo bem no passeio. Tem uma trilha muito fácil de fazer que é a da cachoeira, bem fácil é bem curta. Colocaram uma guarita com um representante da quadrilha dos guias e não deixam a gente passar. Agem como se a mata tivesse dono. Acabei não fazendo trilha por cobravam por pessoa um valor absurdo. Uma vergonha isso. Concordo por guia nas trilhas difíceis, mas essa é só subir uma estradinha e fui barrada. É um roubo. Absurdo isso. Esse tipo de coisa me entristece. Esse é o Brasil.

  • O lugar está bem abandonado. Ainda tem muita história alí. O passeio vale a pena. Quanto as trilhas tem umas bem curtas. A da cachoeira é bem pertinho e mesmo assim fica uma guarita barrando a entrada na mata. Gerou-se alí uma privação do direito de ir e vir com guias cobrando valores altos por pessoa e proibindo a entrada em tudo. Isso que estão fazendo alí é uma falta de respeito com o turista. Acabei não fazendo trilha por causa dos valores absurdos por pessoa. Cambada de guias exploradores. Esse é o Brasil mais uma vez extorquindo e roubando. Que vergonha.

  • Estou fazendo um trabalho na escola sobre ``Vila Paranapiacaba´´,nunca visitei o lugar,mas pelas fotos deve ser um lugar muito lindo,um dia irei visitar esse lugar maravilhoso,deve ser incrível...

  • Este lugar é maravilhoso ,Fui muitas vezes e pretendo ir novamente,amo o frio e adoro quando a neblina cobre a vila muito legal!!