Viajar a turismo é uma delícia. Dias de calmaria para conhecer uma nova cidade, um novo país. Explorar as melhores paisagens, praias, museus, bares e outros pontos turísticos. Mas será que é possível se divertir numa viagem a trabalho? Mais que isso: em uma simulação de como é sentir na pele como é ser correspondente especial. Foi essa a sensação que dez alunos de jornalismo, de São Paulo, tiveram em uma viagem a Buenos Aires.

Apesar de jovens (entre 17 e 24 anos), eles não se intimidaram e foram à capital portenha focados a mostrar o que a cidade tem de melhor para os leitores brasileiros. A aventura tem nome e sobrenome: Jornalismo sem Fronteiras. E as aventuras que os estudantes passaram até encontrarem o que Buenos Aires tem de melhor você confere aqui no Esse Mundo é Nosso, em uma série de três posts escritos pelo jornalista Clésio Oliveira.

Jornalismo sem Fronteiras 1 – Empezando la jornada en Buenos Aires

Poucos momentos causam tanta ansiedade como esperar a data de uma viagem. Tirar o visto, reservar o hotel, preparar as malas e ESPERAR. Parece que a vida toda passa a se basear naquela espera. Para dez jovens estudantes de jornalismo não foi diferente. Eles contavam cada segundo até o embarque para Buenos Aires. Mais que o turismo, eles buscavam a primeira experiência como correspondentes internacionais.

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

O grande dia era o domingo, 14 de julho; o local, o Aeroporto de Guarulhos. Pontualmente, às 15h, eles foram se apresentando no check in e preparando toda a burocracia de embarque, que apesar de grandes filas, nem os aborreceu.
No grupo, uma predominância absoluta de meninas: nove e apenas um rapaz – que, se sobreviver a essa semana, com certeza será um excelente profissional (rs). Entre 17 e 24 anos, oito estudam na Cásper Libero e dois na ESPM.

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

Eles se conheciam melhor até chegar a aguardada hora do embarque. O voo era da Qatar Airways, que vinha de Doha e seguia até a capital portenha, com escala no Brasil. Como de praxe nas companhias do Oriente Médio, muito luxo a bordo. Poltronas pouco mais espaçosas que o comum e com grande reclinação. A pontualidade também era admirável: antes mesmo do horário programado, o embarque já tinha sido feito. O serviço foi bom e até a tradicional comida de avião quase parecia ter gosto. (Nota: nenhum jornalista nesse texto foi pago pela Qatar).

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

Pouco mais de duas horas foram suficientes para descer vertiginosamente por todo o sul do país, cruzar o Uruguai e chegar à capital portenha pela porta principal: o Rio da Prata, que àquela altura se confundia com o Atlântico.

O LUXUOSO EZEIZA

Do alto, Buenos Aires já impressionava, numa vista noturna que justificava o título de Paris da América do Sul da cidade. Mas, ao descer, nos surpreendemos ainda mais com o luxo do novo terminal do Aeroporto de Ezeiza, que havia sido inaugurado há apenas oito meses, ainda cheirava a tinta (como diria o chavão). “No que depender de aeroporto, podem trazer a Copa para a Argentina no ano que vem”, brincaram.

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

Importante ressaltar que Ezeiza é uma cidade na Grande Buenos Aires, o nome correto é Aeroporto Internacional Ministro Pistarini. Bastante similar a Guarulhos e São Paulo. Sendo assim, o grupo embarcou no transfer e receberam dicas de um guia que os acompanharia somente no trajeto até o local – o ponto alto da viagem seria se virarem sozinhos, ou em grupo.

Enquanto o ônibus com os estudantes percorria a cidade, percebiam que o relevo, talvez, seja a diferença mais evidente de Buenos Aires. A cidade é completamente plana. E, Isso, já elimina a possibilidade de favelas, como temos aqui. Nem mesmo favelas planas eles têm (ao menos não que tenha sido vista). Pois, como a cidade teve seu boom no final do século XIX e primeira metade do século XX, sua arquitetura foi mais bem planejada e não só aglomerada como no Brasil. Por isso, toda a cidade conserva traços de arquitetura clássica o que dá um tom aconchegante. Quase não parece uma metrópole caótica do século XXI.

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

Apesar de já passar das 22h, deu para observar esses e outros detalhes. Finalmente a ansiedade ia baixando e os estudantes iam se convencendo de que a missão estava dando certo e que uma semana inteira de descoberta estava pela frente. Os outros dias vão revelar ainda mais.

Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)Viagem a Buenos Aires pelo Jornalismo Sem Fronteiras (Foto: Clésio Oliveira)

 

 

 

 

 

 

 

Quer saber a história completa ou conhecer melhor quem era cada um que embarcou nessa aventura? Confira o Diário de Bordo do Jornalismo sem Fronteiras.

+ Confira os post’s da série

* Agradecemos muito ao Clésio Oliveira por compartilhar seu relato  🙂

 

Sobre o Autor
Rafael Carvalho
Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.
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Somos Adolfo Nomelini e Rafael Carvalho, dois jornalistas que trabalham com conteúdo digital há mais de 10 anos. Aqui você encontra nossas dicas de viagens pelo Brasil e o mundo.