Aventura na estrada: De Bogotá a Villa de Leyva

Além do limite de velocidade parecer não existir no país, viagem é marcada por surpresas no caminho

O jeito mais comum de ir a Villa de Leyva desde Bogotá é pegar um dos poucos ônibus diretos ou ir para Tunja, capital do departamento de Boyacá, de onde saem constantemente micros para a cidade distante 160Km da capital.

Os ônibus em Bogotá partem doTerminal Rodoviário e do Portal del Norte, último ponto doTransmilenio, o corredor de ônibus daqui. Neste portal, já na saída norte da cidade, os coletivos passam devagar para que você leia o destino e os cerque ali mesmo, no meio da rua.

Como me disseram que o ônibus para Tunja ainda demoraria a passar, me indicaram seguir em um para Chiquinquirá (COP 14.000 – US$8), seja lá onde fica isso. Pelo menos falaram que era perto de Villa de Leyva.

Ônibus para Chiquinquirá

A viagem foi curiosa. Apesar de micro-ônibus, ele era razoavelmente confortável, nada parecido com Peru e Bolívia. Já limite de velocidade parece não existir por aqui. Se um taxi que peguei fez 120Km/h na cidade, imagine o ônibus. Se você sente enjoo não deixe de tomar remédio, porque cruzar estas estradas no altiplano andino deixa as curvas de MG no chinelo!

Já a faixa contínua parece estar ali para enfeitar a estrada e a música latina é cortesia da casa, ou melhor, do motorista (risos).

Em 2h cheguei a Chiquinquirá, às 10h da manhã, onde é possível comprar ali mesmo no terminal a passagem para Villa de Leyva (COP 7.000 – US$4). O ônibus saiu às 10h30, mas rodou por uns 40 minutos pela cidade em busca de passageiros.

Terminal de Chiquinquirá

Este último trecho da viagem, de 38Km, levou 1h em uma estradinha asfaltada.

Uma das surpresinhas finais ficou por conta do motorista preguiçoso que para não entrar na cidade pediu que trocássemos de ônibus no trevo de acesso a Villa de Leyva.

Já o grande susto veio quando fomos parados pelo Exército Colombiano a poucos quilômetros da chegada. Eles pediram para todos os homens descerem, que seriam revistados. Coisinha boba? Que nada! A revista foi ao estilo ROTA, com todo mundo com a mão na parede! Passado o susto, uma senhora que estava ao meu lado e viu a minha cara me disse que é de rotina isso acontecer nas estradas colombianas.

Ônibus para Villa de Leyva

Finalmente chegamos após 4h de viagem, com direito a 3 ônibus e esta revista inesperada. Mas já adianto ao ver Villa de Leyva – tema do próximo post  – que valeu muito a pena!

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Rafael Carvalho

Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.

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  1. Andre disse:

    Olá bom dia !! Estou indo para Bogotá em setembro , e estou pensando em ir em villa é seguro o caminho ate lá ? Nao vou correr risco de topar com as farc ? Obrigado

    • Oi Andre, tudo bem? Vá sim, é lindo! Não precisa se preocupar, essa não é uma área conhecida pela presença das FARC. Só em todas as estradas da Colômbia é que a segurança é reforçada, mas esteja com seu RG ou passaporte que não terá problemas 😀
      Abraços

  2. Flora disse:

    Gostei de seus comentários,bem humorados!
    Mas metralhadora estou fora.
    Valeu !

  3. Adolfo disse:

    Demais ver imagens da história toda dps de saber os detalhes! Que medo desse exército, mas deve ser normal mesmo no país. Parabéns por atualizar o blog tanto e quase em tempo real. Ainda não acredito que você consegue fazer tudo isso pelo celular. Mas fala a verdade, pra quem já andou nos ônibus da Bolívia, isso daí não foi nada, né?? Curta mto aí comps! Já estou até vendo o qto de cerveja a gente vai ter que tomar pra tanta história que vai vir!

  4. Sabrina disse:

    olha onde voce se meteu? exercito? socorro??????

  5. Preta disse:

    Imagina o exército te revistando…
    Tadinho…
    Tô amando seus posts…
    Te amo

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