Que São Paulo é uma cidade cosmopolita, ninguém tem dúvida. Mas nenhum lugar, além do bairro japonês da Liberdade, me levou tão além da fronteira brasileira como a Feira Kantuta.

No coração da capital paulista, a feira reúne todos os domingos os imigrantes bolivianos, que celebram o encontro com muita música, culinária local e artesanato.

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Visitar a Kantuta é fazer uma viagem à Bolívia. As músicas andinas dão o tom, o espanhol é o idioma oficial e as barraquinhas lembram as feiras de La Paz e Copacabana, com produtos naturais e industrializados, além das peças de vestuário coloridas do país.

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Não é difícil encontrar pelas ruas em torno da Praça Kantuta, no bairro do Pari, as típicas cholas com seus bebês pendurados nas costas. Acho que isso é o mais interessante. A feira não é para turistas que assim como eu se aventuram por ali, mas um ponto de encontro para os mais de 100 mil bolivianos que o governo estima viver apenas em São Paulo.

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Embora fique num lugar nada simpático da capital paulista, a Kantuta é super familiar e o acesso é fácil a partir do metrô Armênia (veja mapa abaixo).

O ponto forte da feira é a culinária. As barracas vendem pratos tradicionais bolivianos, entre eles a salteña (R$3,80), espécie de empanada que pode ser frita ou assada. O sabor é original, me lembrou os tempos em que estive na Bolívia.

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Salteña na Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

As barraquinhas também vendem doces típicos, biscoitos, os gigantes milhos andinos, cerveja Paceña (R$5) e a famosa Inca Kola (R$5), refrigerante amarelo que é velho conhecido de quem já viajou pelo Peru e Bolívia.

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Feira Kantuta - São Paulo (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Além de todas essas atrações, grupos de dança boliviana também se apresentam na Praça Kantuta. Mas para vê-los, procure chegar ao lugar um pouco mais tarde, a partir das 15h. Embora a feira abra às 11h e vá até às 19h, é por volta das 14h que o movimento começa a aumentar e as barracas estão totalmente montadas. Um programão para quem quer viajar sem nem mesmo tirar o pé de São Paulo! Saí de lá de estômago satisfeito e mãos cheias de compras.

Só por curiosidade, Kantuta é uma flor típica do altiplano andino, tradicional da Bolívia e do Peru. A planta tem as cores verde, amarela e vermelha, as mesmas da bandeira boliviana.

FEIRA KANTUTA

Quando

Domingos, das 11h às 19h

Como chegar

É muito fácil ir à Feira Kantuta de metrô. A partir da estação Armênia da 1 – Linha Azul, basta virar à direita na Rua Pedro Vicente e seguir até o cruzamento com a Av. Cruzeiro do Sul. Depois é só andar mais um quarteirão até a Praça Kantuta.

 

 

Sobre o Autor
Rafael Carvalho
Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.
7 respostas
  1. Achei excelente os comentários, só colocando em observação que "Cholas" são aquelas que possuem vestimenta tipica de uma Chola, as 7 saias, tranças, chapéu,etc. Qualquer pessoa na Bolívia pode carregar as crianças com um Aguayo ( tela colorida em que a criança esta sendo carregada na foto.) . Mto bom mesmo esta parte do site, gostei bastante. Há também um site http://WWW.BOLIVIACULTURAL.COM.BR onde podem ver varias fotos, programação de festas, grupos de dança, etc da colonia boliviana.

    Abraço

  2. É incrível como paulistanos não conhecem a própria cidade. Sei da imigração boliviana nessa parte de São Paulo, mas nunca pensei em visitar um local num domingo.

    Excelente post!!! Mais uma vez!!!

    Abraços

  3. Até eu me senti na Bolívia… Sabe que eu adoro esses bonequinhos, instrumentos musicais… Amei seu comentário… Beijos…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Melhor preço para Seguro Viagem

Sobre Nós
Rafael Carvalho

Somos Adolfo Nomelini e Rafael Carvalho, dois jornalistas que trabalham com conteúdo digital há mais de 10 anos. Aqui você encontra nossas dicas de viagens pelo Brasil e o mundo.