Sozinho na Red Light, zona proibida de Amsterdam

Amsterdam é muito mais do que maconha, drogas e sexo, mas não tem como ir pela primeira vez à cidade e não conhecer a tal parte “obscura”, ou seria da “luz vermelha”, da cidade. É a famosa Red Light.

 

UMA NOITE NA RED LIGHT

Confesso que gostaria muito que este post estivesse cheio de fotos tiradas por mim e vídeos no melhor estilo “programa investigativo” (claro que me imaginei usando uma supercâmera escondida na minha mochila com aquela música de suspense para registrar as mulheres na vitrine), mas lá apenas os mais corajosos tiram fotos, pois é proibido.

Red Light (Foto: Domínio Público)

[Foto: Domínio Público]

Já que falei das mulheres nas vitrines… Este é um dos atrativos da Red Light. Mas antes de qualquer coisa, se você é mulher, pode ficar tranquila. Você pode sim conhecer este ponto turístico da cidade. Como fui no verão, cheguei lá umas 21h30 e ainda estava claro. Eram muitos os turistas que lotavam as ruas. Inclusive, aqueles grupos de terceira idade e de chineses cheios de câmeras fotográficas (Coitados! Não puderam usar quase nunca durante este passeio).

Voltando às vitrines, perdido como sou, andei muito até encontrar o ponto alto delas. Eram muitas. Mulheres de todos os estilos. Bonitas, feias, altas, baixas, magras, gordas, com cara de modelo, com cara de funkeira, com cara feia, com cara bonita, com cara de cara. Enfim! Tinha para todos os gostos. Elas mal podiam olhar para um homem que jogavam um olhar 43 todo sensual. Algumas passavam cremes pelo corpo, outras fumavam e soltavam a fumaça no vidro e praticamente todas ouviam músicas num rádio mequetrefe e simulavam uma dança num belo salto.

Red Light: (Foto: [Foto Danielteolijr - CC 3.0])

[Foto Danielteolijr – CC 3.0]

Quando algum raro cliente aparecia (pelo menos até a hora que eu fui isto era raro), ele entrava na vitrine, ela fechava a cortina e aí era diversão total (ou não). Aliás, fotos são proibidas neste ambiente. Há avisos em todas as partes. Dizem que há várias pessoas disfarçadas prontas para pegar sua câmera/celular e jogar nos canais caso você seja flagrado fotografando. Para que arriscar, não é mesmo?

Além de não gostarem de fotos, elas não curtem muito que você fique parado em frente à vitrine, rindo, bisbilhotando ou criticando a vida profissional delas. Vi um casal de brasileiros que ficou um tempão em frente a uma delas. Eu já estava imaginando o segurança chegar, mas o final não foi tão trágico. A mulher simplesmente fez uma cara feia e fechou a cortina da vitrine com tudo.

 

SHOWS DE SEXO EXPLÍCITO

Ali na Red Light também há uma grande oferta de sex shops e de show de sexo explícito. Para curtir um show de 1h (ou um pouco mais) com direito a alguns drinks você precisa desembolsar 50 euros. Como não estava com essa bola toda e prefiro investir meu dinheiro em outro tipo de poupança, resolvi pagar menos para ter uma experiência dessas também.

Red Light (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Descobri um lugar, que estava lotado, com cerca de 8 cabines que funcionava da seguinte forma: Você colocava a moeda de 2 euros e tinha direito a assistir a uma festinha por 2 minutos. Primeiro, fui num strip, depois no show de sexo explícito. Sim! É constrangedor, mas muito engraçado e divertido. Ainda mais porque você consegue enxergar todas as pessoas das outras cabines (todos turistas e muitos casais) e, consequentemente, o casal em ação também te vê enquanto está ali praticando aquele lindo ato de amor (aliás, não consegui entender até agora porque o cara estava com fone de ouvido e um iPhone pendurado no braço. Era só isso que ele e ela vestiam no momento). No fim, todo mundo saía da cabine rindo. Cabine esta que era beeeem pequena e quente. Fiquei até com medo de trancar. Você coloca a moeda, a luz da cabine apaga, acende a luz do vidro e… surpresa! Em dois minutos, o casal fez de tudo. E se suas moedas acabarem, fique tranquilo, há uma máquina pronta para trocar suas notas de euro por moedas.

As ruas tinham cheiro de maconha, os turistas ficavam loucos com tantas atrações. Deixando a diversão de lado, é triste pensar na realidade destas pessoas que ficam expostas nas vitrines como meros objetos. Mas pelo menos tudo ali é legalizado.

Fiquei tão perdido com tantas atrações que só percebi que estava no caminho certo de volta quando notei uma mulher bem estranha que não tinha como passar despercebida na vitrine.

Hora de sair da Red Light, que, volto a dizer, estava cheia até de famílias, para pegar meu bonde e ir para o hotel. Já era quase meia-noite quando fui embora. Não deu nem para sentir medo. Ruas lotadas, turistas, famílias e muita diversão.

Red Light (Foto: Anjaneyadas - CC 3.0)

[Foto Anjaneyadas – CC 3.0]

Red Light (Foto: Domínio Público)[Foto: Domínio Público]

Mas, acredite, Amsterdam é muito além disso! Embora esta parte da cidade também seja muito divertida.

 

ONDE FICA

O bairro é bem grande, mas os pontos mais turísticos no entorno do canal da Oudezijds Achterburgwal, a partir do cruzamento com a Oude Hoogstraat.

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Adolfo Nomelini

Jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Comunicação em Mídias Digitais, é apaixonado por música, coxinha, televisão, seus óculos e internet. Trabalha há 8 anos com conteúdo online e passa boa parte do tempo "jogando o corpo no mundo, andando por todos os cantos e, pela lei natural dos encontros, deixando e recebendo um tanto".

11 Comments

  1. Claudia disse:

    Oi vou estar fazendo um tour c duas crianças e gostaria de passar por lá , você acha muito barra pesada? Tem algum horário q mais transuilo

  2. Ali disse:

    Oi, adorei o post. Gostaria de saber se vc se lembra do nome dessas cabines batatinhas que vc comentou, ou perto de onde fica. Fiquei bem curiosa para ir olhar.
    Grata

  3. Renata Salerno disse:

    Ótimas dicas

  4. nathalia boscolo disse:

    adolfo, ri sozinha lendo o relato! deve ser impressionante! experiências inesquecíveis né… quero muito conhecer Amsterdã …

  5. Fabi disse:

    A-do-rei!!!!
    Sensacional!
    Quero ir quando for!

  6. tatinhapaz disse:

    Muito bom o post! As vezes fico pensando também em uma rua tão liberal se eu não ficaria com medo, das muitas pessoas que conheço que foram, os relatos foram parecidos com o seu, muita gente diferente na rua (casal, grupo de homens, mulheres, famílias). Assim parece ser mais tranquilo mesmo! Não vejo a hora de conhecer Amsterdã! 🙂

  7. Marília disse:

    Adorei a parte do olhar 43 Hahaha

  8. Muito legal o post Rodolfo!

    Abraço

  9. Laira disse:

    Adorei, Rafael!
    Fiquei rindo de imaginar as tais cabines…kkkk.
    Quando estive em Amsterdam, fui a trabalho. Imagine passear na Red Light com a galera séria do trabalho!!! Foi esquisito!!! Hahaha.

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