A Casa do Porco em SP: Vale a pena ficar horas na fila?

Faz três anos que o casal Jefferson Rueda e Janaína Rueda inaugurou no centro de São Paulo A Casa do Porco. E eu fiquei esses três anos criando coragem para enfrentar a fila que não tem dia nem hora para diminuir. Saí de lá, depois de 1h na fila mais 2h comendo, com a seguinte pergunta: “Por que eu não vim antes aqui?” Valeu muito a pena ter ficado na fila. Neste post, conto como foi a nossa experiência por lá.

A CASA DO PORCO

Num restaurante de chefes de cozinha estrelados, sempre dá curiosidade de encontrá-los por lá. Na Casa do Porco, que foi eleita neste ano como um dos 50 melhores restaurantes do mundo, foi fácil ver o Jefferson e a Janaína circulando pela cozinha e pelo salão. Talvez esta seja uma das razões para o sucesso do local: a essência do casal continua por ali.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Aliás, eles continuam movimentando o centro de São Paulo como poucos. No Copan, onde moram, o Bar da Dona Onça, de Janaína, segue a todo vapor. Desde o começo de 2018, eles também comandam a Sorveteria do Centro, na Rua Epitácio Pessoa.

Essa paixão pelo centro da cidade veio de Janaína, que nasceu no Brás, e fez Jefferson, que veio de São José do Rio Pardo, no interior paulista, a amar também este pedaço lindo da cidade.

Mas chega de papo… Hoje vamos falar d’A Casa do Porco, que virou um dos mais famosos, elogiados e movimentados restaurantes de São Paulo.

| FILA

Como falei no comecinho do post, o motivo que me fez adiar a minha visita ao restaurante A Casa do Porco foi a grande fila. Não importa o dia da semana ou horário, sempre vai ter muita gente esperando. Entretanto, este não é um processo dolorido. Eles encontraram uma forma ótima de driblar as até 2h30 de espera.

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Quando você chega e dá seu nome, eles pegam seu número de celular e mandam um SMS para você acompanhar a sua posição na fila em tempo real. Quando a sua mesa está liberada, eles ligam para saber se você ainda tem interesse em ir.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Nós fomos numa segunda-feira. Chegamos lá às 12h30. Demos nossos nomes e fomos andar pelo centro. Passamos pelo Terraço Itália, fomos à padaria do Olivier Anquier, passamos pela Dona Onça e paramos numa padaria para beber alguma coisa. Tudo isso durou 1h sem nem percebermos. Entre uma cerveja e outra, tocou o nosso telefone informando que a mesa estava liberada. Eles dão cinco minutos para chegar após o telefonema e só deixam entrar quando todos da mesa estiverem por lá. Portanto, não dá para ir muito longe, mas é possível andar bastante pelo centro de São Paulo enquanto espera a sua vez.

Outra solução é chegar entre 11h30 e 11h40, antes do restaurante abrir, para tentar não pegar fila. Ahh, para ser o mais democrático possível, o restaurante não aceita reservas.

| O RESTAURANTE

A decoração d’A Casa do Porco é sensacional. Linda e colorida, remete a um circo e tem porcos de todas as formas espalhados. O mais legal é que a cozinha é aberta e dá para ver o ritmo frenético da preparação dos pratos.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

| MENU DEGUSTAÇÃO

Assim que sentamos, a garçonete perguntou se esta era a nossa primeira vez por lá. Quando dissemos que sim, ela sugeriu o Menu Degustação “O Porco é”, que foi atualizado recentemente. São 11 etapas por 125 reais por pessoa. Se valeu a pena? Já respondo que sim, mas você verá a seguir kkkk.

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O Menu Degustação é cheio de surpresas. Recebemos um jornalzinho que conta um pouco da história de cada prato, mas não dá os detalhes das receitas. Para começar, por exemplo veio o Café da Manhã. Uma pegadinha deliciosa kkkk. Na xícara de café é servido um caldo salgado cuja aparência lembra a de um café. Manteiga e mortadela feita pelo chef deixam o pãozinho caseiro ainda mais gostoso. Ainda vem com cuscuz de porco e maionese de presunto com maçã verde.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

São muitas surpresas ao longo do menu e que não seguem necessariamente a ordem. Uns dos meus favoritos foram os torresmos sequinhos com geleia de goiabada e pimenta. Eles vêm dentro de uma cabeça de porco de cerâmica. Lindo e divertido, assim como os churrasquinhos de costela, linguiça artesanal e hortaliças que surgem à mesa num carrinho de churrasco vintage que lembra aqueles de “churrasquinho de gato” espalhados por São Paulo.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

O clássico virado à paulista não poderia estar de fora. O d’A Casa do Porco vem em formato de canapé com um ovo de codorna frito em cima. Delicioso.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Quem disse que não se pode comer carne de porco crua? A de lá pode, já que, segundo eles, todos os porcos abatidos passam pela vigilância sanitária. Por isso, não deixe de comer o quibe cru com carne de porco e hommus de beterraba.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

A berinjela à parmegiana com ragu de porco tem um molho delicioso. Outra surpresa do menu degustação d’A Casa do Porco é o sushi de papada de porco com tucupi.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Uma das sensações do menu degustação é o Porco Sanzé que fica sendo cozido por 8h. Ele desmancha no garfo e vem acompanhado por tutu de feijão, couve e tartare de banana.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Tem ainda uma feijoada com quirera de arroz, uma salada de frutas e a pamonha com sorvete de queijo de cabra com crocante de fubá e picles de milho para a sobremesa.

A Casa do Porco (Foto: Esse Mundo é Nosso)

| À LA CARTE

O cardápio à la carte possui algumas opções do menu degustação, além de pratos exclusivos. Bom que dá para voltar várias vezes para experimentar tudo.

Tem tartare de porco pra entrada, macarrão carbonara como principal e o porco Sanzé. Além de outras opções como porco à milanesa e ossobuco de porco.

Os pratos principais variam de 50 a 74 reais.

Ficou com alguma dúvida sobre A Casa do Porco? Deixe nos comentários!

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A CASA DO PORCO
Rua Araújo, 124 – República, centro de São Paulo
Tel.: (11) 3258-2578
De segunda: 12h – 0h  | Domingos: 12h – 17h
Não aceita reservas.
Mais informações no site oficial

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Adolfo Nomelini

Jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Comunicação em Mídias Digitais, é apaixonado por música, coxinha, televisão, seus óculos e internet. Trabalha há 8 anos com conteúdo online e passa boa parte do tempo "jogando o corpo no mundo, andando por todos os cantos e, pela lei natural dos encontros, deixando e recebendo um tanto".

3 Comments

  1. Edsson disse:

    Fabiano, eu não considero a Liz egoista! Ela expôs as suas razões,e a meuver, são plausíveis!

  2. Fabiano disse:

    Liz, você é uma pessoa muito egoists. Reveja seus conceitos

  3. Liz disse:

    Triste isso de não aceitar reserva, pois minha mãe tem necessidades especiais e é impossível ficar enrolando com ela pelo centro por mais de uma hora.. Nunca fui e honestamente também tenho perdido o interesse em ir por conta disso. Dona Onça e Casa do Porco estão fora dos nossos passeios gastronômicos. Enfim, bom pra quem tem saco de, com fome, ficar procurando o que fazer até poder se sentar para almoçar. Vou morrer sem conhecer A Casa do Porco.

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