Quantas vezes você já viu nas redes sociais alguém compartilhando algum texto que falava da liberdade de ir atrás dos nossos sonhos, de trabalhar sozinho, de não ter chefe, de jogar tudo pra cima, de como faz mal estar no mundo corporativo? Eu já vi isso inúmeras vezes. Assim como já li um monte de texto falando da geração que cansou de ter horário para entrar e sair do trabalho e que é muito mais feliz trabalhando e viajando pelo mundo.

Mas até que ponto isso é uma verdade geral? É tão ruim generalizar e tentar criar uma regra que deva ser seguida por todos. Passamos mesmo por uma crise nesta geração. Dúvidas e sonhos que nossos pais não tinham talvez nem o direito de ter. Ao mesmo tempo, tem muita gente jovem que gosta sim da vida corporativa e não é uma pessoa pior nem melhor por isso. Afinal, não é pecado nenhum querer ser feliz batendo cartão todos os dias em uma empresa.

Batendo cartão (Foto: Shutterstock)
Foto via Shutterstock

Estamos passando por transformações em todas as áreas e esta geração está sentindo isso na pele. Não é raro ver alguém que cansou de se submeter aos gritos dos chefes e literalmente pediu pra sair. Ou para dar uma volta ao mundo, ou para tentar abrir um negócio próprio ou para procurar outro lugar que seja mais respeitado. Também não é tão difícil essas pessoas voltarem ao mundo corporativo depois de um tempo.

Claro que do jeito que a gente está acostumado a ver e a ouvir das empresas, ninguém sonha em viver em um ambiente pesado com pessoas tentando passar em cima uma das outras e com chefes que muitas vezes não estão no cargo por mérito próprio e que sabem 1% do que você sabe sobre a área. É injusto. É feio. Dá até gastrite, né?

Batendo cartão (Foto: Shutterstock)
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Mas, ao mesmo tempo, não é errado a pessoa que ama o mundo corporativo, que sonha em passar a vida toda batendo cartão às 8h30 e às 18h. Que gosta de ter o salário certinho todo mês, o 13º no final do ano e o vale-refeição. Tem gente que estuda e muito pra isso. Tem gente que é feliz assim. E ninguém pode criticar ou falar que a pessoa está errada. Assim como não podemos criticar o contrário, é claro.

Também não podemos generalizar as empresas. Existem pessoas felizes em empresas pequenas, médias e grandes. Existem lugares em que o clima é bom de trabalhar, que as pessoas são reconhecidas pelos seus talentos e ganham bem por isso. Tudo bem. Desse jeito assim tão perfeito eu não conheço, mas deve existir.

Batendo cartão (Foto: Shutterstock)
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As pessoas podem gostar de bater o cartão e de ter chefe, mas elas também amam viajar, planejam as férias e passeiam aos finais de semana. Não é porque elas trabalham em uma multinacional que não podem ter vidas pessoais divertidas.

O grande problema é que os exemplos que vivemos e vemos não são bem assim. Presenciamos lugares que gostam de sugar até o fim e depois eliminam o funcionário como se ele nunca tivesse contribuído para o crescimento da empresa. Talvez por isso essa geração esteja passando por essa crise tão grande, esteja tão desacreditada do mundo corporativo.

Batendo cartão (Foto: Shutterstock)
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Para que o mundo continue girando e as coisas acontecendo precisamos de pessoas de todos os tipos. Mais do que isso, precisamos de respeito e de entender que ninguém é igual. Se você gosta de trabalhar em uma empresa e sente que passará a vida toda em uma, não se sinta melhor ou pior por causa disso. Se você cansou de ter um chefe e resolveu correr atrás dos seus negócios, também não se sinta melhor ou pior por causa disso. O que vale é correr atrás da sua própria felicidade e conseguir encontrá-la além dos 20 ou 30 dias de férias por ano.

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Sobre o Autor
Adolfo Nomelini
Jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Comunicação em Mídias Digitais, é apaixonado por música, coxinha, televisão, seus óculos e internet. Trabalha há 8 anos com conteúdo online e passa boa parte do tempo "jogando o corpo no mundo, andando por todos os cantos e, pela lei natural dos encontros, deixando e recebendo um tanto".
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