Podem tirar tudo de mim, menos as viagens que eu fiz

Da vida não podemos levar nada, exceto as experiências que vivemos. Os empregos não são eternos. Podemos perdê-los a qualquer momento. Os cargos são passageiros. Não somos chefes. Aliás, não somos nada. Apenas estamos. Não somos nem pobres, nem ricos, nem milionários. Estamos. Em um dia, em um minuto, tudo pode acabar.

O carro novinho pode bater no muro e se acabar. Para pagar aquela dívida, posso precisar me desfazer daquelas roupas que tanto amava, daqueles quadros caros que colecionei por tanto tempo ou, no pior dos casos, da casa que sofri para comprar. E as joias então? Os relógios milionários? Morremos de medo de usá-los e sermos assaltados.

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Claro que não desejo nada disso para mim e para ninguém. Mas tento ter essa consciência todos os dias. Nada é eterno. Tudo que vivemos hoje é para hoje. Tudo o que temos agora é para agora. O computador em que escrevo este texto vai quebrar um dia. Mas quem consegue ter essa dimensão? Quem está no topo e consegue lembrar que já esteve lá embaixo um dia? E mais ainda: Quem consegue lembrar que um dia, de repente, pode voltar à base? E quanto mais alto maior o tombo.

Podem tirar tudo de mim, menos as viagens que eu fiz (Foto via Shutterstock)

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Por isso, invisto meu tempo e meu dinheiro nas minhas viagens. Porque podem tirar tudo de mim. Tudo mesmo. Podem tirar todos os meus bens materiais, todas as minhas roupas de marca, meus relógios caros, meu celular de última geração, minha coleção de toy art, meus CDs e posso até ter que morar em um apartamento 4x menor do que o meu, mas nunca ninguém vai conseguir tirar de mim todas as experiências que eu vivi nestas viagens.

Podem arrancar tudo! Tudo mesmo! Mas as lembranças destas viagens estarão carimbadas dentro de mim assim como no meu passaporte. Elas me fizeram uma pessoa muito melhor. Elas me transformaram de uma forma que dinheiro nenhum faria, me deram uma experiência que cargo nenhum na melhor empresa do mundo me daria.

E se um dia eu não puder mais viajar, serei feliz por ter investido tudo o que pude nas minhas viagens, por ter conhecido pessoas que eu jamais conheceria em qualquer outro lugar e por ter aprendido tanto com os outros.

Podem tirar tudo de mim, menos as viagens que eu fiz (Foto via Shutterstock)

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Podem arrancar o que quiserem, mas isso será impossível de tirar. As viagens fazem parte da construção do ser humano melhor que eu tento ser a cada dia.

Que venham as próximas viagens!

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Adolfo Nomelini

Jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Comunicação em Mídias Digitais, é apaixonado por música, coxinha, televisão, seus óculos e internet. Trabalha há 8 anos com conteúdo online e passa boa parte do tempo "jogando o corpo no mundo, andando por todos os cantos e, pela lei natural dos encontros, deixando e recebendo um tanto".

2 Comments

  1. Krystel disse:

    Excelente texto e perspectiva sobre as viagens. Elas fazem parte de nós como poucas outras coisas. É a beleza de uma experiência!

  2. Paula Beatriz disse:

    Parabéns, belíssimo texto!

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