Ilha do Combu, em Belém: Como chegar e o que fazer

Um dos passeios imperdíveis para quem vai para Belém do Pará é visitar a Ilha do Combu, que fica a cerca de 15 minutos de barco da capital do estado. A ilha é a mais próxima de Belém e é muito conhecida pela produção de açaí e cacau.

ILHA DO COMBU EM BELÉM

Para chegar à ilha do Combu basta pegar um barco em Belém (mais dicas no final do post). O caminho é bem tranquilo e rápido. No trajeto, é possível observar como vivem as pessoas da ilha e como é o dia a dia na beira do rio. Como nós fomos numa segunda-feira, tivemos a oportunidade de ver diversos barquinhos indo em direção a Belém para levar açaí.

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Durante o percurso, o guia vai contando detalhes sobre a vida das cinco gerações de moradores que já passaram por lá. Hoje em dia, cerca de 200 famílias vivem na ilha do Combu, sendo que cada uma delas possui de seis a 10 integrantes. Pelo fácil acesso a Belém, muitos jovens moradores conseguem ir para a capital para estudar sem ter que mudar de cidade.

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Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

CHOCOLATE DA ILHA COMBU

Quem vai para a ilha do Combu não pode deixar de experimentar o famoso chocolate da Dona Nena, a Filha do Combu. Desde 2006, ela vem trabalhando no resgate de cultura em uma área de proteção ambiental e sustentável fazendo intervenções para melhorias da produção de cacau.

Tudo surgiu quando, com dificuldades financeiras, ela percebeu que poderia comercializar o chocolate artesanal que a família dela fazia para consumo próprio. A aceitação do público foi tão grande que o chef Thiago Castanho, um dos mais premiados do Brasil, virou seu parceiro e levou seu chocolate para servir e vender em seus restaurantes.

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Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Agora, com diversos outros restaurantes de Belém usando seu chocolate como matéria-prima, tem dias que sua produção não dá conta da demanda. São 80 kg produzidos por mês entre barras 100% cacau, pó de cacau, brigadeiro e outros.

Mas como viver em uma ilha ainda tem as suas dificuldades, dona Nena precisa driblar muitas vezes a falta de energia. É só dar uma ventania ou uma chuva mais forte, que acaba a luz. Com isso, ela fica muitas vezes sem conseguir fazer seus bombons e cacau refinado.

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Durante o passeio que fizemos com a dona Nena, ouvimos sua história de perto, conhecemos um pouco de suas plantações e de todo o processo artesanal do cacau até virar o chocolate. E, claro, ainda experimentamos dois tipos de brigadeiro e doce de cupuaçu. Dona Nena também oferece opções de passeios com café da manhã, barco e degustação de chocolate. É preciso agendar com pelo menos uma semana de antecedência. Dá para fazer por telefone entrando em contato com o professor Mário Cesar (91 99388-8885) ou através do e-mail [email protected].

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Nosso passeio pela ilha do Combu terminou em grande estilo. Fomos ao restaurante Saldosa Maloca (escreve com L mesmo) que fica à beira do rio e tem vista para Belém. Além de tudo isso, dá para tomar um banho de rio e pegar um solzinho. Sem contar, é claro, na comida, que estava deliciosa. Comemos casquinha de caranguejo de entrada e um tambaqui com arroz e vinagrete como prato principal. O restaurante funciona de sexta a segunda e aos feriados. Contamos toda a nossa experiência neste post.

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

COMO CHEGAR NA ILHA DO COMBU

Algumas agências de Belém fazem o passeio completo, mas também há como ir sozinho combinando com um barqueiro. A passagem custa em média 5 reais e embarque é na Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor. As pessoas costumam fazer esse passeio mais aos finais de semana. De segunda a sexta nem sempre é tão fácil encontrar barcos por lá.

Como nós estávamos em um grupo grande e em uma viagem fechada, fizemos um outro tipo de passeio, mas nos indicaram o barqueiro Rosilvado (91 99903-3314). Não conheço o serviço dele, mas vale entrar em contato para saber mais.

Ilha do Combu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Como já dissemos no post, quem quiser tomar café da manhã na Filha do Combu, da dona Nena,  deve entrar em contato diretamente com eles (91-99388-8885 ou [email protected]).

» MAIS DA ILHA DO COMBU: Quem também visitou a ilha foi a Angélica, com o programa Estrelas do Brasil, pra conhecer de perto o chocolate da dona Nena (assista ao vídeo).

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* Os jornalistas viajaram a convite da SETUR – PA, mas todas as opiniões dadas aqui são isentas e refletem suas reais experiências.

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Adolfo Nomelini

Jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Comunicação em Mídias Digitais, é apaixonado por música, coxinha, televisão, seus óculos e internet. Trabalha há 8 anos com conteúdo online e passa boa parte do tempo "jogando o corpo no mundo, andando por todos os cantos e, pela lei natural dos encontros, deixando e recebendo um tanto".

5 Comments

  1. Marisa de Oliveira disse:

    Fui a Combu hoje. Realmente, imperdível. O local onde ficam os barcos de é estranho, mas em nenhum momento tentaram casar o transporte ao restaurante. Já cheguei perguntando de poderíamos ir ao restaurante que quiséssemos e disseram que sem dúvida sim. Quanto aos barcos, todos tinham coletes salva-vidas e não me pareceram precários. É um lindo passeio, recomendo muito.

  2. VICTOR disse:

    CONCORDO COM MARLENE OLIVEIRA. DEVERIA SAIR EMBARCAÇÕES DO TERMINAL HIDROVIÁRIO. EMBARCAÇÕES QUE OFEREÇAM SEGURANÇA E LOCAIS QUE POSSAM RECEBER O TURISTA COM DIGNIDADE COMO O TERMINAL HIDROVIÁRIO DE BELÉM.

  3. Emanuel disse:

    A ilha é linda e a travessia vê uma paisagem linda tb.
    A praça é insegura, então aconselho a ir de uber ou táxi. A travessia é casada com restaurantes, mas é difícil ter um lugar no mundo que um passeio turístico de um dia inteiro não faça venda casada com almoço. Quer liberdade para andar de barco, alugue um.

  4. Giselle disse:

    Belém tem 1% de saneamento básico em todo o Brasil a rede ilegal de transporte terrestre, a abuso no valor das passagens de avião e a pessoa acha msm que o transporte fluvial ia ser esse “sonho”.

  5. Marlene Oliveira disse:

    Sou viajante independente, fiz um roteiro de 11 dias pra Belém, de 10 a 21/11/2017, no domingo dia 12/11 tinha programado conhecer a ilha do Combu e seus restaurantes.
    No dia anterior estando próximo (no Mangal das Garças) e o Portal da Amazônia estando ocupado com uma montagem de evento, decidi ir até a Praça Princesa Isabel, para conferir a travessia para a ilha do Combu que seria no dia seguinte (domingo).
    Lá encontrei uma grande precariedade, tanto no local quanto nas embarcações. Estas são pequenas e não usam nenhum equipamento de segurança. Quando questionei sobre coletes, a moça saiu para perguntar à dona da embarcação e não mais retornou com a resposta. Também fiquei em dúvida se são embarcações licenciadas e fiscalizadas.
    Por ali ser o único lugar para a travessia à Ilha, fiquei muito indignada com a falta de infraestrutura.
    Conversando como o pessoal na praça, constatei que fazem travessia casada com os restaurantes. Isso pra mim já seria outro problema, porque havia decidido que iria para o restaurante escolhido por mim, em minha lista. Também tinha em mente navegar passeando em torno da ilha, para conhecer melhor a ilha e todos os outros restaurantes. Só não contava que não havia um transporte independente e seguro para isso.
    A praça é um lugar inóspito, assim como o caminho até lá. A partir do Portal da Amazônia, seguindo pela Av. Bernardo Sayão, é de dar medo.
    Mesmo tendo garagem paga na praça, para deixar o carro, resolvemos não ir. Estavam comigo mais 6 pessoas e não quis colocar nossas vidas em risco.
    Abortei a ilha do Combu do meu roteiro! Fiquei muito frustrada pelo tempo que dediquei pesquisando todos os restaurantes e pela dificuldade de material disponível na internet.
    Abomino o turismo casado, gosto de ser livre, por isso dedico muito tempo antes da viagem, à pesquisa.
    Que se invista em melhores condições naquela praça ou que possamos tomar embarcações no terminal hidroviário para esse deslocamento.

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