Câmbio em Montevidéu: Onde trocar dinheiro e como evitar golpes

Antes de falarmos sobre onde fazer câmbio em Montevidéu, é importante saber qual moeda levar pro Uruguai: dólares, reais ou pesos (saiba tudo). Ao desembarcar na capital uruguaia é preciso ficar atento aos locais onde trocar dinheiro, independente se você chega com dólares ou reais.

Não há tanta incidência de notas falsas como na Argentina, por exemplo, mas por aqui o cuidado principal é fugir das pegadinhas, como explicamos abaixo.

CÂMBIO EM MONTEVIDÉU: ONDE TROCAR DINHEIRO

Se você chegou com reais ou dólares ao país evite logo de cara a tentação de trocar dinheiro no aeroporto. No desembarque do Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu, as casas de câmbio pagam muito pouco pela sua moeda. Ao comprar os pesos uruguaios aqui você terá um prejuízo de até 20%. Ou seja, seu dinheiro valerá bem menos.

Casas de câmbio em Montevidéu: Onde trocar dinheiro (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Evite trocar dinheiro no aeroporto de Montevidéu

A dica é seguir para o centro. “Mas como vou até lá se eu não tenho pesos uruguaios?”, você pode se perguntar. Basta ir de Uber, cuja cobrança é feita pelo aplicativo, ou de táxi e até mesmo van, pagando no cartão de crédito antecipadamente (confira como ir do aeroporto ao centro). Se precisar pagar na moeda local, troque apenas o necessário.

A melhor região pra fazer câmbio em Montevidéu é na avenida 18 de Julio, a principal da cidade e uma boa opção para se hospedar pra ficar perto do Centro Histórico (veja hotéis com desconto). Ali você irá encontrar muitas casas de câmbio lado a lado, com as melhores cotações. Nós encontramos boas taxas até mesmo nos arredores da Plaza Independecia. Há inclusive uma boa casa de câmbio no calçadão que começa na Puerta de la Ciudadela.

Casas de câmbio em Montevidéu: Onde trocar dinheiro (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Plaza Independencia

Casas de câmbio em Montevidéu: Onde trocar dinheiro (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Casa de câmbio próximo da Puerta de la Ciudadela

Por incrível que pareça, bares e restaurantes também têm boas cotações (às vezes até melhores que as casas de câmbio) se você pagar as contas com reais ou dólares. Ou seja, você pode trocar ali mesmo na hora de pagar a conta. Os locais que aceitam esse tipo de pagamento normalmente deixam uma plaquinha com a cotação logo na entrada.

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Antes, era sempre vantajoso pagar restaurantes com cartão de crédito no país devido ao desconto do IVA para turistas. Entretanto, a partir de maio de 2018, o desconto passou a ser de apenas 9%. Continua bom para quem costuma pagar com cartão, já que cobre o valor do IOF e ainda tem mais um pouquinho, mas não vale tão a pena mais para quem geralmente paga com dinheiro e só usava o cartão de crédito para conseguir o desconto (conheça todos os descontos).

Então você já sabe, na hora de procurar onde fazer câmbio em Montevidéu o melhor conselho é evitar a todo custo trocar dinheiro no aeroporto. É pura pegadinha!

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Rafael Carvalho

Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.

5 Comments

  1. Paulo Roberto disse:

    Sobre a malandragem a qual me referi vai um exemplo dentre muitos experimentados na Am. Latina: foi na última noite em Ushuaia, fui na pizzaria 137 jantar, haviam dois espumantes argentinos, um custava algo em torno de 290 pesos a garrafa e um outro custava 360 pesos. Embora a diferença fosse pouca, escolhi o de 290 pesos, consumi a garrafa toda junto com o jantar, lá é frio, e ao pedir a conta veio na fatura o preço de 360 pesos para a marca de espumante que eu havia lido 290 pesos e o outro estava com preço de 460 pesos, ou seja a malandragem é a de ter duas cartas parecidas mas com preços diferentes, daí ao reclamar eles trazem a carta com o preço superfaturado te forçando a acreditar que foi aquela lida na hora de fazer o pedido. É um belo golpe uma bela forma de explorar turistas, eu paguei a conta embora tenha reclamado bastante e a caminho do hotel eu percebi essa duplicidade das cartas. Fica aqui a dica para a Argentina e demais países latinos, fotografe com seu celular (cuidado para focar bem ) a carta ao fazer o pedido de bebidas e comidas e se acontecer isso, mostre-lhes a fotografia. No Chile 6 meses depois aconteceu algo parecido, só que eram preços diferentes para pescado com fritas o mesmo estabelecimento um dia me cobraram 5500 CLP e no dia seguinte pelo mesmo prato 5800 CLP. Indo agora em março 2019 para o Uruguai vou fotografar tudo.

  2. Paulo Roberto disse:

    Não tem jeito, a fórmula é simples, quanto mais pobre for a economia de um país, maior será o custo de vida lá. Vão aqui dois exemplos: (1) no início dos anos 2010 virou febre fazer enxoval de casamento e de bebê em Miami (tinha gente trazendo até berço de lá). O dólar sempre foi mais caro que o real (apenas um breve tempo no início do Plano Real aconteceu o inverso) mas ainda assim compensava ir viajar até lá e trazer tudo pois mesmo se fosse pego pela alfândega e pagar impostos no final valeria a pena. Para nós, país de moeda fraca, compensava ir até lá pois juntavam-se passeio + compras a preços vantajosos. (2) desde o fim da Olimpíada 2016 o Rio de Janeiro vem recebendo muitos turistas da Am. Latina (aqui descarto a horda de imigrantes latinos que vieram atrás das famosas bolsas e não fazerem nada). Pois bem, em 2019 perto do Carnaval, a cidade está apinhada de turistas da Am. Latina, não porque o Brasil é baratinho, mas porque em seus países de origem tudo está tão caro que mais vale a pena vir passear aqui, percebi isso em 2017 indo à Ushuaia na Terra do Fogo, ô lugarzinho caro. Países como Chile, Peru, Argentina e Uruguai praticam preços de Europa convertidos em suas moedas, Colômbia achei razoável. O Uruguai importa quase tudo, ponha reparo: a faca é Tramontina, o copo Cisper ou Nadir Figueiredo, os ônibus são Ciferal e as toalhas nos hotéis são Teka, Santista ou Döhler, bom para a nossa economia mas para viajar para esses países precisa-se de dinheiro pois a carestia lá é alta demais e isso sem falar na malandragem, perto deles somos bebês no maternal.

  3. Waldinei Braga disse:

    Olá,
    Se puder atualize q o IVA entrou em vigor novamente aqui no Uruguai e a taxa é 22%. Compensa muito pagar os restaurantes no cartão apesar de se pagar o IOF de 6,38%.
    E pela dicas!

  4. Daniel V disse:

    Olá, Rafael! Muito obrigado por seu relato, amigo.
    Mas na verdade, as compras com cartão de crédito não saem mais caras, ainda sim? Pergunto, pois os cartões cobram as faturas de compras internacionais em dólar.

    • Oi Daniel, tudo bem?

      Eu também pensava que sairia mais caro, mas como os descontos são de quase 19%, quando você desconta os 6,38% do IOF do cartão de crédito, ainda continua com um desconto de cerca 12%. Claro que isso só nos casos em que há o desconto no IVA, como restaurantes e hotéis. Você pode saber mais nesse link https://www.essemundoenosso.com.br/economizar-no-uruguai/

      De todo jeito, como o dólar está oscilando muito esses dias, dependendo dos casos a gente se sente inseguro com o fechamento da fatura, né? É um risco!

      Abraços e boa viagem!

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