O que fazer em Santarém, no Pará: Roteiro de 1 dia ou mais

Santarém é uma das maiores cidades do Pará. Está localizada na região oeste do estado, numa área conhecida como Baixo Amazonas. Muita gente viaja pra lá para conhecer Alter do Chão e suas lindas praias de rio, mas, além disso, tem muito o que fazer em Santarém também. Por isso, neste post a gente vai dar dicas da cidade para quem deseja passar pelo menos um dia por lá.

O QUE FAZER EM SANTARÉM

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Como eu falei, a maioria das pessoas apenas passa por Santarém para seguir até Alter do Chão. Só que vale a pena sim pelo menos fazer um bate e volta para conhecer a cidade.

A nossa dica é ficar hospedado em Alter do Chão, já que é lá que está a Ilha do Amor, a Floresta Encantada e de onde saem os principais passeios. Aliás, a gente fez um post bem completo com dicas de onde ficar por lá.

De Alter do Chão até Santarém são cerca de 40 minutos de ônibus. Então, dá para reservar um dia da viagem para fazer um roteiro por Santarém.

Neste post, vamos dar várias dicas de o que fazer em Santarém para quem quer pelo menos passar uma manhã e uma tarde por lá.

| ROTEIRO E ATRAÇÕES

MERCADÃO 2000

Nosso post com o que fazer em Santarém precisava começar com esta atração: o Mercadão 2000. Ele não é apenas um mercadão, é o principal local de abastecimento do Baixo Amazonas como contou uma reportagem do G1.

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Mercadão 2000 (Foto: Esse Mundo é Nosso)

O mercado foi fundado em 1985 e possui centenas de boxes que vendem frutas, verduras, legumes, peixes, artesanato e, claro, castanha, jambu e muito tucupi. Vá com bastante calma para experimentar tudo e fazer boas compras. Ahh! Tem até a famosa cachaça de jambu.

Vale a pena andar sem rumo pelo Mercadão 2000 para conhecer mais da cultura paraense, que é tão rica. Por lá, também dá para encontrar as famosas garrafas com banhos que prometem atrair boas energias, dinheiro, saúde e proteger o corpo contra inveja e mau olhado. Sem falar das pomadas que tiram dor, como a de banha de cascavel.

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Mercadão 2000 (Foto: Esse Mundo é Nosso)

FEIJÃO MANTEIGUINHA DE SANTARÉM

Ainda no Mercadão 2000, não deixe de comprar o Feijão Manteiguinha de Santarém e de experimentá-lo em algum restaurante. O feijão tem os grãos bem pequenos e é mais claro que o feijão que estamos acostumados a comer. Além disso, ele cozinha mais rapidamente do que os outros tipos de feijão.

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Feijão manteiguinha de Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Em Santarém, você provavelmente irá experimentá-lo como salada para comer com um peixe. Mas também dá para fazer pipoca, risoto e purê com esse feijão. O quilo do feijão manteiguirinha de Santarém custa cerca de R$ 10 no Mercadão 2000. Em São Paulo, esse valor é muito mais alto.

Feijão manteiguinha de Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Feijão manteiguinha de Santarém da Casa do Saulo (Foto: Esse Mundo é Nosso)

VER OS BOTOS

Outra dica de o que fazer em Santarém, no Pará, é ver os botos. A Feira do Peixe, que fica pertinho do Mercadão 2000, tem diversas espécies amazônicas para venda, mas a grande atração é mesmo ver os botos que ficam naquela região do Rio Tapajós na época de cheia.

Botos no Pará (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Botos no Pará (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Um dos feirantes solta uma corda com um peixe amarrado no rio para atrair os botos. E lá do alto, é possível vê-los livres no rio. Dá para observar o boto rosa e o boto tucuxi, que é cinza. É muito emocionante.

CRISTO REI

Pra quem busca artesanato e lembrancinhas para levar do Pará, o Cristo Rei (Centro de Artesanato do Tapajós) é o lugar certo. Não é um espaço muito grande, mas tem cerca de 15 lojas, contando com os quiosques. Por lá, será fácil encontrar peças regionais de decoração, roupas, pulseiras e artigos infantis. Tem até boto de pelúcia.

Cristo Rei - Centro de Artesanato do Tapajós (Foto: Esse Mundo é Nosso)

+ Dicas essenciais pra sua viagem pra Alter do Chão
+ Onde ficar em Alter: Nossas sugestões
+ Quando ir: A melhor época pra aproveitar a região

COMUNIDADES DO EIXO FORTE

Ainda não sabe o que fazer em Santarém? Que tal experimentar açaí ou tacacá? Nas comunidade da região do Eixo Forte têm tudo isso.

Na comunidade de Santa Luzia, por exemplo, estão algumas famílias que produzem o fruto. Lá, é possível conhecer todo o processo de produção do açaí e também experimentá-lo. Para isso, é preciso agendar uma visita guiada com algum membro da comunidade (93 – 99146-2179).

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Outras comunidades que também têm visitação são a de Irurama (casa de farinha) (93 – 99218-2000) e a de São Braz, onde é possível degustar o famoso tacacá. (93 – 3596-2004).

COMUNIDADE COROCA

Às margens do Rio Arapiuns está a comunidade Coroca, mais uma das nossas dicas de o que fazer em Santarém. Conhecer a comunidade de perto foi uma grata surpresa. Até lá são cerca de 2h de barco, mas vale a pena o esforço. Chegamos e já almoçamos uma comida deliciosa. Tinha peixe fresco assado na brasa, arroz, um feijão incrível e galinha caipira com bastante tempero. Estava muito bom.

Comunidade Coroca (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Além disso, podemos ver de perto os Trançados do Arapiuns. As mulheres da comunidade fazem peças lindas com as palhas do tucumã. Tem de tudo: porta-copos, descanso de panelas, bolsas, fruteiras, carteiras e muito mais. É tudo muito lindo.

A comunidade também tem um trabalho sério de preservação das tartarugas amazônicas. Num rápido passeio, será possível ver várias. Sem exageros. São dezenas ao redor da balsa. Aproveite também para conhecer a criação das abelhas. No final, vale a pena comprar a pimenta com mel.

Comunidade Coroca no Pará (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Pra quem quiser ter uma experiência maior, é possível se hospedar em uma das casas da comunidade.

As agências em Santarém e Alter do Chão vendem o passeio para a comunidade Coroca. É só ir até a ATUFA (Associação de Turismo Fluvial de Alter do Chão) ou ligar para 93 – 99182-7250. Nós fizemos o tour saindo de Santarém, mas é possível sair de Alter também.

Para falar diretamente com a comunidade, acesse o perfil oficial deles no Instagram ou entre em contato por telefone (93 – 99124-6120).

ENCONTRO DAS ÁGUAS

Em Santarém também há um encontro das águas. É o Rio Amazonas que se encontra com o Rio Tapajós. Dá para ver de longe, no mirante perto da orla ou fazer um passeio de barco até lá. As águas não se misturam por causa da densidade e da temperatura. É possível avistar a água barrenta do Amazonas e a azulada do Tapajós.

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)

+ Onde ficar em Alter: Nossas sugestões
+ Quando ir: Melhor época
+ Dicas essenciais pra sua viagem pra lá
+ Como chegar: Dicas de como ir pra Alter

RESTAURANTES E SORVETERIA

A região de Santarém também tem ótimas surpresas gastronômicas. Não deixe de ir a Casa do Saulo, além das comidas típicas deliciosas com muito peixe e feijão manteiguinha de Santarém, há algumas invenções bem interessantes, como o risoto feito com arroz arbóreo, camão rosa, jambu e reduzido no tucupi. O restaurante fica numa casa linda em frente à praia de Carapanari. Tem até piscina e uma vista linda. Veja mais informações no oficial do restaurante no Instagram.

Casa do Saulo em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Casa do Saulo em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Casa do Saulo em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Casa do Saulo em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Outros restaurantes que valem a visita em Santarém são o Nossa Casa, que também é um mix de pratos tradicionais com criações próprias, e o Piracaia, com buffet de comida típica, como maniçoba e peixes da região.

Restaurante Piracaia (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Restaurante Piracaia (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Quer um sorvete bom e típico? Não deixe e passar pela Boto Sorveteria, que tem sabores típicos do Pará, como o “Treme-Treme” (maracujá com pimenta e cupuaçu com jambu), o “Pérola do Tapajós” (base de taperebá), guaraná da Amazônia, e tapioca. No perfil oficial da sorveteria tem mais informações.

PRAIAS E ALTER DO CHÃO

Para conhecer as melhores praias de Santarém, provavelmente, você sairá de Alter do Chão se estiver hospedado por lá, mas os passeios também saem de Santarém.

As praias mais próximas do centro de Santarém são a do Maracanã e a do Lago do Juá. Tem também a praia de Carapanari, onde está a Casa do Saulo.

O que fazer em Santarém (Foto: Esse Mundo é Nosso)
Ponta co Cururu (Foto: Esse Mundo é Nosso)

Já mais perto de Alter do Chão, não deixe de ver o pôr do sol na Ponta do Cururu e de nadar na Ponta do Muretá ou na Praia do Pindobal. Tem também a Ponta de Pedras. A praia mais conhecida de Alter do Chão é a Ilha do Amor (veja nosso post sobre o local), que fica pertinho do centro da cidade. Na orla, está a praia do Cajueiro que também tem bastante estrutura.

Ilha do Amor (Foto: Alessandra Fratus)
Ilha do Amor (Foto: Alessandra Fratus)

Em Alter do Chão, não deixe também de visitar a Floresta Encantada e, se tiver pique, a Flona (Floresta Nacional do Tapajós) para ver de perto a samaúma, a árvore gigante da Amazônia.

Lembrando que a maioria das praias só aparece durante a época de seca. Na época das cheias, o rio cobre boa parte delas, inclusive a Ilha do Amor. Fizemos um post falando da melhor época de ir para Alter do Chão.

PRECISO DE GUIA?

Como eu falei, há um ônibus que liga Alter do Chão a Santarém em um trajeto de cerca de 40 minutos, mas pra quem preferir é possível contratar algum guia para levar até Santarém e passar pelos principais pontos da cidade.

Nós conhecemos o Henrique, que é guia e turismólogo. Entre em contato com ele através do Instagram ou do WhatsApp é 93 99204-1046. Ele faz diversos passeios pela região, além do serviço de transfer

+ Veja todas as nossas dicas do destino
+ Onde ficar em Alter: Nossas dicas
+ Dicas essenciais pra sua viagem pra lá
+ Ilha do Amor: Todas as dicas
+ Quando ir: Melhor época
+ Como chegar: Dicas de como ir

Ficou com alguma dúvida da nossa lista com o que fazer em Santarém? Deixe nos comentários!

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Adolfo Nomelini

Jornalista formado pela PUC-SP e pós graduado em Comunicação em Mídias Digitais, é apaixonado por música, coxinha, televisão, seus óculos e internet. Trabalha há 8 anos com conteúdo online e passa boa parte do tempo "jogando o corpo no mundo, andando por todos os cantos e, pela lei natural dos encontros, deixando e recebendo um tanto".

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