Medicamentos em viagem: O que posso levar no Brasil e exterior?

É comum surgirem dúvidas sobre o que é permitido de remédios e medicamentos em viagem ao exterior e até mesmo dentro do Brasil. O que você pode levar em voos internacionais? E em voos domésticos?

Há ainda a questão de que alguns medicamentos vendidos por aqui podem ser proibidos em outros países ou terem as receitas médicas exigidas. E isso pode ser um problema na hora de passar pela imigração.

Comprimidos diversos e caixa de medicamento
Quais medicamentos levar numa viagem? (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Outro ponto a se levar em consideração é a compra de medicamentos no exterior. Muitos daqueles que são vendidos normalmente no Brasil exigem prescrição médica fora do país. Ou seja, será difícil comprá-los sem visitar um médico por lá.

Nesse artigo tiramos todas as suas dúvidas sobre viajar com remédios no avião e também como proceder em caso de viagens ao exterior.

Medicamentos em viagem de avião

Primeiro vamos falar sobre a questão de segurança do voo em si e não de quais medicamentos são permitidos em caso de viagens internacionais, que será nosso próximo item.

Uma dica essencial é levar seus remédios em embalagem original na bagagem de mão, uma vez que pode haver extravio ou até dano à mala despachada.

Então leve consigo não apenas o que irá usar durante o voo, mas também aquela farmacinha com remédios comuns em viagens, como analgésicos, anti-inflamatórios, antigripais, entre outros.

Medicamentos em viagem de avião são permitidos a bordo pelas companhias, mas elas sugerem que sejam sempre acompanhados de receita médica. Dentro do Brasil é até mais tranquilo, mas em viagens internacionais é altamente recomendado que a prescrição seja inclusive em inglês e no nome do passageiro.

Medicamentos em viagem: avião da Norwegian Airlines
Voo da Norwegian Airlines (Foto: Esse Mundo É Nosso)

A ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, não tem restrições a remédios não líquidos em voos nacionais ou para o exterior. Mas sempre leve todo medicamento na sua embalagem original, que comprove qual é o produto e o fabricante.

Em voos internacionais, para medicamentos líquidos, como xaropes, não há restrições se as embalagens tiverem menos de 100ml. Falaremos mais abaixo sobre viagens ao exterior, mas caso tenham mais de 100ml e você precise levá-los a bordo, é preciso fazer o seguinte:

  • Tenha com você a prescrição médica em seu nome, preferencialmente no idioma do país de destino;
  • Leve apenas o necessário de remédio líquido para o período de voo, incluindo conexões e escalas;
  • Avise que está levando os medicamentos no momento que passar pela área segurança do aeroporto.

Equipamentos ou medicamentos especiais

Além de levar os mais conhecidos medicamentos em viagem, há passageiros que precisam ter na bagagem de mão equipamentos médicos ou remédios de uso contínuo em condições especiais. Aliás, nesses casos, é recomendável consultar a companhia aérea antes sobre o transporte desses itens.

Há aqueles que são permitidos, como inaladores e nebulizadores, mas que não podem ser usados a bordo. Mas equipamentos de uso necessário, como bombas de infusão, marca-passos e insulinas, têm uso permitido.

Por falar em insulina, o medicamento normalmente exige o transporte em condições adequadas, seja em estojos apropriados ou em baixa temperatura. Mais uma vez o recomendado é consultar tanto a companhia aérea como o laboratório para pedir instruções de como levá-la em viagens de avião.

Embora algumas companhias permitam guardar medicamentos em suas próprias câmaras frias, há outras que deixam o passageiro levar sua própria bolsa térmica com gelo. Daí a necessidade de consultar cada empresa antes do voo.

Posso embarcar com seringas ou canetas de insulina?

Sim, passageiros que necessitem de medicamentos aplicados por meio de canetas, seringas ou agulhas durante o voo podem embarcar com elas. Mas é altamente recomendada a receita médica no momento de passar pela segurança do aeroporto.

Para viagens internacionais, vale a regra de que o frasco do medicamento na bagagem de mão não ultrapasse os 100ml. Nesse caso, a prescrição médica é obrigatória. Mas de toda forma vale sempre checar com companhia aérea para não ter surpresas.

Embarque com bombinhas (broncodilatadores)

Passageiros que necessitem embarcar com broncodilatadores, as famosas bombinhas de asma ou bronquite, devem ficar atentos à regra dos 100ml e levar apenas a quantidade necessária durante o voo. Aliás, também é recomendável o embarque com receita médica.

Bombinha de Aerolin
Bombinha para bronquite (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Inspeção diferenciada para medicamentos em viagem

De acordo com a Portaria nº 1155/SAI da ANAC, de 15 de maio de 2015, o passageiro pode ainda solicitar procedimentos diferenciados de inspeção ao passar pela área de segurança dos aeroportos. Nesses casos, é possível evitar que os medicamentos passem pelos raios-X ou detectores de metal.

Entenda como funciona:

  • O passageiro deve solicitar o procedimento antes do início da inspeção;
  • Deve entregar os medicamentos em embalagem original separados do restante da bagagem de mão ao segurança;
  • Os remédios podem ser submetidos ao Detector de Explosivo ou, caso não esteja disponível, a inspeção poderá ser feita de forma manual;
  • A prescrição médica pode ser pedida como forma de comprovar a compatibilidade com o medicamento apresentado;
  • Pode ainda ser solicitado que o próprio passageiro manuseie seus medicamentos para evitar contaminação.

Oxigênio a bordo

As companhias permitem que os passageiros embarquem com balão de oxigênio próprio, o Concentrador Portátil de Oxigênio (CPO), desde que seja homologado, em praticamente todos os voos. Porém elas recomendam que o cliente entre em contato alguns dias antes do voo para informar a necessidade especial e o embarque ser autorizado.

Muitas empresas oferecem ainda seu próprio serviço de oxigênio suplementar a bordo. Entretanto uma taxa pela utilização costuma ser cobrada.

Conselho: Consulte sempre a companhia aérea

Se você precisa levar algum medicamento que exija transporte apropriado, como sob refrigeração, é sempre recomendável consultar a companhia aérea. É a melhor forma de sanar todas as suas dúvidas, já que as regras podem variar de empresa para empresa.

Aliás, se for precisar de algum equipamento, como oxigênio, cadeira de rodas ou maca, por exemplo, vale a mesma recomendação. O ideal é entrar em contato com pelo menos 72h antes do voo para que a companhia possa orientá-lo(a) e ter o prazo necessário para atender a solicitação.

Mas não se esqueça de também consultar se há tarifas cobradas por esses serviços. Digo isso porque muitos deles acarretam em custos extras para o passageiro.

Como achar: Seguro viagem mais barato

Como levar medicamentos em viagem internacional

Além das questões sobre como transportar remédios em viagens de avião, como mostramos acima, se você pretende ir para o exterior é preciso ficar atento(a) a outros pontos e não apenas ao transporte a bordo.

Cada país tem suas próprias leis sanitárias e também alfandegárias, então dividiremos esse assunto em tópicos importantes que você pode ter dúvidas na hora de levar medicamentos em viagem ao exterior.

Como levar medicamentos em viagem ao exterior ou no Brasil?
Como levar medicamentos em viagem ao exterior? (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Que remédios posso levar em viagem internacional?

Mesmo quem não faz uso contínuo de nenhum medicamento, é bem comum levar aquela famosa farmacinha em viagens internacionais. Eu também levo. Mas pesquise antes se o que você está levando é permitido no país sem necessidade de receita.

Mesmo remédios básicos para nós, como dipirona, podem ser proibidos em certos destinos, como acontece nos Estados Unidos e Suécia. Mais pra baixo falaremos de diversos medicamentos que não são permitidos.

Além disso, é recomendável que você tenha com você uma receita médica em inglês ou no idioma local, em seu nome, dos medicamentos que leva. Sim, sabemos dificilmente alguém vai pedir uma receita para um remédio considerado simples no Brasil, como analgésico ou anti-inflamatório. Mas essa é a recomendação.

Mas uma coisa é importante: se for um remédio que você faz uso contínuo, como falaremos no próximo tópico, leve a prescrição médica para não correr o risco de ficar sem durante a inspeção sanitária ou alfandegária.

Faço uso contínuo de medicamentos. Como proceder?

Esse é um daqueles casos em que a prescrição médica é imprescindível. Mas lembre-se que ela deve estar em inglês ou no idioma local e também em nome do passageiro. Ela pode ser solicitada tanto no embarque no voo como na imigração do país de destino.

Aliás leve também esses remédios de uso contínuo sempre com você na bagagem de mão para não correr o risco de sua mala despachada ser extraviada e você ficar sem o medicamento por algum tempo.

Além disso, os médicos recomendam que você leve a quantidade suficiente para toda a viagem e um pouco a mais para caso a volta atrase ou o voo seja cancelado. Em geral uns sete dias a mais.

Mas não exagere muito para justamente não correr o risco de a quantidade de dias não bater com a prescrição médica.

Posso comprar remédios em viagem ao exterior?

Mesmo que você faça uso contínuo de medicamentos e esteja com a prescrição médica em inglês ou em outro idioma, as receitas brasileiras não são aceitas no exterior. Por isso é importante levar a quantidade suficiente para os dias de viagem.

Caso os medicamentos acabem ou você os perca, será preciso fazer uma consulta com um médico local para conseguir uma receita.

E mesmo que no Brasil o medicamento que você usa não precise, no exterior é comum que remédios vendidos livremente por aqui, como anti-inflamatórios, tenham venda restrita, apenas com prescrição médica.

É sempre recomendável viajar para o exterior com um seguro viagem para quaisquer imprevistos de saúde ou até mesmo atrasos de voo ou extravio de bagagem. Como consultas podem ser bem caras fora do Brasil, esse é mais um motivo.

O seguro não é caro e garante sua segurança e tranquilidade. Sugerimos que você faça a cotação com nosso parceiro Seguros Promo, que é um buscador que encontra os melhores preços entre as principais seguradoras.

Posso levar quantos medicamentos em viagem?

Essa questão varia muito. Para aquela farmacinha básica, não exagere para que os órgãos alfandegários não achem que você possa estar levando remédios para serem vendidos fora do país.

Como falamos anteriormente, se você faz uso contínuo de medicamentos leve o suficiente para todos os dias de viagem e um pouco a mais para qualquer imprevisto. Nesses casos, a receita médica em inglês ou no idioma local, além de estar no nome do passageiro, é imprescindível.

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Medicamentos proibidos no exterior

Talvez você nem saiba, mas alguns medicamentos encontrados facilmente nas farmácias brasileiras podem ser proibidos no exterior, inclusive sua entrada no país com qualquer passageiro.

No Brasil, a ANVISA é quem aprova os remédios que são vendidos por aqui. Mas cada país tem sua própria instituição que corresponde à nossa Agência de Vigilância Sanitária, que é quem cuida da aprovação ou proibição das drogas. Nos Estados Unidos, por exemplo, quem faz esse papel é a FDA – Food and Drug Administration.

Medicamentos em viagem: Dipirona é proibida em alguns países
Dipirona é proibida em certos países (Foto: Esse Mundo É Nosso)

Vamos a alguns exemplos de medicamentos que são encontrados no Brasil, mas são proibidos em outros países:

1. Dipirona

Onde é proibido: Suécia, Estados Unidos, Reino Unido e outros.

Esse remédio facilmente vendido no Brasil, inclusive com o famoso nome comercial de Novalgina, é proibido nos Estados Unidos, Suécia e em outros países. Conhecida pela ação antitérmica e analgésica, a dipirona, segundo a FDA, pode causar choques anafiláticos. Nesses países, utiliza-se mais o paracetamol ou ácido acetilsalicílico (a Aspirina).

2. Sibutramina

Onde é proibido: EUA, União Europeia, Uruguai, Austrália, Paraguai, entre outros.

Vendida no Brasil com prescrição médica, a sibutramina é um medicamento polêmico utilizado no tratamento da obesidade. Ele aumenta a sensação de saciedade, o que facilita o emagrecimento.

Mas estudos mostram que o remédio, além de diversos efeitos colaterais, pode causar derrame ou enfarte em pessoas com problemas cardíacos.

3. Diane 35

Onde é proibido: França

Comumente usado no Brasil como anticoncepcional, a pílula é indicada no tratamento de doenças relacionadas aos hormônios femininos, como a acne, além de síndrome de ovários policísticos. Foi proibida na França em 2013 após a morte de quatro mulheres vítimas de trombose.

4. Avastin

Onde é proibido: Estados Unidos

Um dos medicamentos mais vendidos do mundo para tratamento do câncer deixou de ser permitida pela FDA para uso em pacientes com câncer de mama.

Segundo a agência, sua eficácia não é comprovada para essa finalidade e apresenta efeitos colaterais perigosos. Seu uso segue liberado para outros tipos de câncer, como de pulmão, rins e cólon.

5. Mytedom

Onde é proibido: Rússia

O cloridrato de metadona é indicado para alívio de dor aguda e crônica. Mas é proibido no território russo já que também pode ser utilizado no tratamento de desintoxicação de entorpecentes, como heroína ou ópio.

Há um caso recente de um brasileiro que foi preso após desembarcar com duas caixas de Mytedom 10mg no país.

Como evitar surpresas com medicamentos proibidos?

Como citamos acima, sibutramina, dipirona e Diane 35 são apenas alguns exemplos de medicamentos vendidos no Brasil, com ou sem receita médica, e que são proibidos no exterior.

Mas a dica geral pra evitar dores de cabeça fora do país é que você pesquise sempre se os remédios que pretende levar na viagem podem entrar ou não. Uma fonte confiável é a embaixada do país ou a agência reguladora local.

Em tempos de pandemia: Posso viajar com álcool gel?

Embora não seja considerado um dos medicamentos em viagem pelo Brasil ou exterior, em tempos de pandemia a higienização das mãos é algo importantíssimo.

Potes e álcool gel e máscara usados na prevenção da Covid-19

É possível sim levar a bordo e já fizemos um post detalhado sobre como levar álcool gel no avião. Então vale a leitura para conhecer as regras em voos nacionais e internacionais.

Importância do Seguro Viagem

Um seguro viagem não é algo caro, inclusive para viagens dentro do Brasil, e garante tranquilidade em casos de imprevistos de saúde, atrasos de voo ou extravio de bagagens.

Aliás eu mesmo já quebrei a coluna esquiando no Chile e fui resgatado de helicóptero, além de ficar alguns dias internado em Santiago. Já imaginou quanto isso teria me custado?

Como o assunto aqui é medicamentos, muitas seguradoras têm na cobertura do seguro viagem um auxílio farmacêutico por meio de reembolso. Ou seja, o paciente é indenizado até um valor teto sobre as despesas com medicamentos prescritos após o atendimento médico.

Nós sugerimos que você faça a cotação com a Seguros Promo, que é um buscador que encontra os melhores preços entre as seguradoras. Use o cupom ESSEMUNDOENOSSO5 para ter descontos na hora de fechar o seu seguro.

Tem mais alguma dúvida sobre como levar medicamentos em viagem de avião ao exterior ou mesmo dentro do Brasil? Deixe seu comentário!

Rafael Carvalho
Mineiro fã de frango com quiabo e de uma boa cerveja, mora atualmente em São Paulo. É formado em Rádio e TV, pós-graduado em Jornalismo e trabalha há mais de 12 anos com Conteúdo Digital. Já passou por empresas como SBT e Jovem Pan FM. Apaixonado por viagens, fundou o Esse Mundo É Nosso e roda o Brasil e o mundo o ano todo sempre em busca de dicas para serem compartilhadas.
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Comentários:
Geny Vallim disse:

Gostei muito do seu comentário sobre remédios em vôo internacional.Também adorei sobre Monte Verde estou indo pela segunda vez, no fim de semana.Amo viajar!

Pedro Henrique disse:

Muito obrigado pela ajuda